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Cinema: A Teoria de Tudo

Sou Fabio Calamari Miranda. Apaixonado pela minha mulher e minha filha. E também, mas em menor medida, é claro, por cinema. Sempre quis ser cineasta, por enquanto não rolou, mas preencho esse vazio falando sobre. E lembro direitinho quando o gosto por cinema começou. Foi durante uma noite, o SBT anunciou um filme chamado Pulp Fiction, que tinha recebido vários prêmios e era muito violento, era o que a chamada dizia. Assisti de boca aberta, entendendo pouco e quis ver de novo para ligar os pontos que ficaram faltando. No final de semana passei na locadora e fiquei vendo as caixinhas de VHS, lendo e relendo todos aqueles nomes – direção, edição, iluminação, roteiro, atores e atrizes – comecei a me interessar pelos bastidores, por saber como toda a história daquele e de outros filmes começou. Cresci, veio a internet e uma enxurrada de informações. Hoje uma das minhas diversões prediletas é falar sobre cinema, conhecer a fundo personalidades e personagens, saber quem fez o quê e com quem. Criei esse blog – cujo título remete diretamente a uma fala do meu filme preferido – e venho postando aqui semanalmente minhas opiniões sobre curtas e longa metragens, sobre dramas e comédias, sobre ficções e documentários, de todas as épocas e todos os países. Espero que goste… mas não necessariamente concorde com as minhas opiniões.

Cinebiografias são sempre interessantes, porque retratam uma realidade – sempre romanceada – geralmente dura e sofrida. Alguém já se pegou pensando que a vida de Stephen Hawking daria um filme? É fácil falar agora, mas eu já. E deu. A partir de um livro lançado pela primeira esposa de Hawking contando seus anos de namoro, casamento e filhos. A Teoria de Tudo é o resultado dessa adaptação e traz uma equipe afinada. A começar pelo casal protagonista.

A Teoria de TudoRealidade e ficção

Eddie Remayne vive Hawking, um nerd que tenta provar suas teorias físicas mais “absurdas” e quando o faz deixa colegas e professores boquiabertos. Aos poucos, com delicadeza, o filme vai pontuando as dificuldades que Hawking enfrenta em seu dia a dia por conta de uma doença degenerativa. Ele passa a não conseguir segurar uma caneta, levantar uma caneca ou simplesmente andar.

A Teoria de TudoImpressionante semelhança

Após cair e bater a cabeça no chão, é levado para o médico que lhe dá apenas dois anos de vida. A  esclerose amiotrófica aos poucos, vai limando as suas habilidades motoras. O grande privilégio de Hawking é a inteligência privilegiada que o ajuda a se manter firme e otimista quando as condições parecem apenas piorar.

A Teoria de TudoAos poucos, Stephen vai perdendo os movimentos

Tudo isso não seria possível se não fosse por Jane, a namorada da faculdade, interpretada por Felicity Jones. A sua paixão por Stephen é tão forte que mesmo com a noticia da doença ela insiste para que eles se casem e que vivam o mais intensamente possível dentro daqueles dois anos. Esses anos viram décadas, Stephen se vê confinado à uma cadeira de rodas, sem falar e pai de três filhos. Uma evolução – ou no caso um retrocesso – que é mostrada de forma muito delicada na tela.

Cansada de cuidar dos filhos e de Stephen, se sentindo completamente dependente, Jane acaba se engraçando com Jonathan, do coro da igreja que ela frequenta. Ele vai à casa dos dois e a ajuda nas tarefas do dia a dia. Stephen não desconfia mas Jane e Jonathan começam a se apaixonar. O amor entre Jane e Stephen, antes eterno, vai se esvaindo e perdendo força.

A Teoria de TudoA enfermeira se torna o terceiro elemento na relação entre Stephen e Jane

Eles se separam, Stephen se casa com uma enfermeira que cuidava dele e Jane vai morar com Jonathan. Mas não nutrem sentimentos ruins um pelo outro, ao contrário. Na cena final, ainda se mostram amigos, ao verem os três filhos já crescidos, correndo pelo jardim. O diretor James Marsh opta então por uma volta no tempo, mostrando as cenas de trás para frente até chegar a uma das mais marcantes do filme, mostrando Jane e Stephen dançando num baile da faculdade.

A Teoria de TudoNo final, a volta ao começo

O Oscar de melhor ator para Remayne foi merecido, ele foi melhor que qualquer outro ator na disputa pelo prêmio. Embora falte alguma coisa na sua atuação, não se enxerga o verdadeiro Hawking ali e sim um ator. A Teoria de Tudo vale por Remayne e pela delicadeza do roteiro. Um problema talvez seja a química entre o casal principal que às vezes não funciona muito bem.

Veja abaixo o trailer de A Teoria de Tudo.

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